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Fechamento de Vendas: as técnicas infalíveis para fechar contratos de alto valor

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  • Última modificação do post:19 de dezembro de 2025
  • Categoria do post:Gestão e Vendas B2B
  • Tempo de leitura:16 minutos de leitura

Fechar uma venda não é apenas obter um “sim”. É o momento em que estratégia, empatia e técnica se encontram e onde se revela a diferença entre um vendedor comum e um vendedor de elite.

No episódio 17 do podcast Roda da Prospecção, Paulo Krieser, CEO da Econodata, recebeu Gabriela Ehlert (CRO da Transformação Digital e diretora da Women in Sales) e Renato Gonçalves (VP de Vendas e Experiência do Cliente na Creditas) para uma conversa profunda sobre o que realmente funciona no fechamento de vendas B2B, especialmente em contratos de alto valor.

O trio destrinchou as técnicas clássicas e modernas, discutiu erros recorrentes e mostrou como transformar objeções em oportunidades.

A seguir, confira os principais aprendizados divididos pelos momentos do episódio e com insights práticos para você aplicar hoje mesmo na sua operação comercial.

O fechamento começa no planejamento

Logo no início do episódio, Renato Gonçalves destacou que o fechamento começa antes mesmo da negociação: ele nasce no planejamento.

Para ele, um vendedor de alta performance precisa dominar o ICP (Ideal Customer Profile), compreender profundamente o mercado em que atua e construir uma target list precisa. “Você precisa saber quem é o seu alvo. Se ainda não tem dados, comece com uma hipótese e vá ajustando com base nas informações que coleta”, explicou.

Gabriela Ehlert reforçou que muitos vendedores perdem tempo tentando vender para o cliente errado. Segundo ela, o segredo está em ter clareza sobre as diferentes personas e suas camadas de decisão. “Trabalhar com eventos, mídia, estúdios… cada produto tem decisores diferentes. É preciso entender quem influencia e quem assina.”

Ambos concordaram: o fechamento é consequência de um diagnóstico bem feito. O vendedor precisa enxergar o processo como construção de confiança, e não como uma corrida por um pedido.

Como resumiu Gabi: “O fechamento começa quando você entende o cliente e traz ele para o seu ecossistema.” Ela destacou o papel de metodologias como ABM (Account-Based Marketing) e eventos presenciais para criar essa aproximação desde o primeiro contato.

Na prática, o caminho ideal é:

ICP definido → hipóteses validadas com dados → target list priorizada → canais de ativação (como ABM, outbound ou eventos).

Pequenos fechamentos ao longo do ciclo de vendas

Um dos pontos mais poderosos do episódio foi a ideia de que toda venda é feita de micro vitórias.

Paulo Krieser explicou que aceitar uma reunião, participar de um evento ou reservar tempo para assistir ao podcast já são pequenos fechamentos. “Cada fechamento é uma pequena vitória”, destacou.

Renato complementou dizendo que o primeiro passo é gerar consideração dentro da empresa-alvo: despertar o interesse de alguém influente, mesmo que não seja o decisor final. A partir daí, marcar e qualificar reuniões passam a ser mini etapas rumo ao fechamento.

Gabriela trouxe o conceito de mapear o timing de compra. Segundo ela, muitos vendedores se frustram porque insistem fora do momento certo. “Não adianta fazer follow-ups infinitos se você não mapeou o timing. O segredo é chegar com o contexto certo, na hora certa.”

O insight mais valioso: até o “não” é uma forma legítima de fechamento. “O não é um presente”, disse Gabi. “Ele economiza tempo e traz aprendizados sobre o motivo da recusa.”

Renato reforçou: “Se você não entende o porquê do não, não gera aprendizado.”

Essas pequenas vitórias – desde o aceite de uma reunião até o feedback negativo – constroem a base de um pipeline saudável e previsível.

Técnicas infalíveis para fechar contratos

Quando o assunto virou técnica, o trio trouxe uma mistura de fundamentos clássicos e práticas modernas reinterpretadas para o B2B.

Renato destacou a importância da cadência de contatos, feita com persistência e inteligência. “Não é sobre insistir, é sobre ter estratégia”, explicou. A cadência ideal depende do tipo de venda:

  • Vendas de impacto: múltiplos toques no mesmo dia (telefone, e-mail e WhatsApp).
  • Vendas enterprise: contatos espaçados, com contexto e valor agregado em cada interação.

Gabriela trouxe um princípio essencial: quem conduz a venda é o vendedor. “A cada conversa, defina o próximo passo. A venda é sua, não do cliente.”

Isso significa encerrar cada interação com um combinado claro – data, ação e responsável – garantindo uma cadência com propósito.

O episódio também revisitou os clássicos:

Como resumiu Renato, “técnica, produto e confiança andam juntos e a cadência é o motor que conecta os três”.

Lidando com o medo e as objeções do cliente

Durante o ao vivo, duas enquetes revelaram o que trava os vendedores no momento do fechamento:

1️⃣ “Você se considera bom em fechar vendas?” → empate 50/50 entre sim e não – Total: ≈181 votos

2️⃣ “O que mais te trava no fechamento?” → medo de parecer insistente (46%), objeções (34%), falta de técnica (14%) e falta de confiança no produto (6%) – Total: ≈160 votos.

Para Gabriela Ehlert, a melhor forma de superar o medo é ser transparente. “Digo ao cliente: ‘para eu não ficar te mandando várias mensagens, ainda é o momento certo para conversarmos?’”. Essa honestidade cria empatia e respeito.

Renato completou: “O medo nasce da falta de informação. Se você conhece seu produto e entende o cliente, não há motivo para temer insistir.” Ele ressaltou que persistência com propósito é diferente de insistência vazia.

Sobre objeções, Gabi foi enfática: “Se não há objeções, você só está tirando pedido.”

Ela defende que o vendedor veja objeções como sinal de interesse e tenha um playbook estruturado, com objeções mais comuns (preço, timing, concorrência, orçamento) e respostas testadas.

O ideal é treinar com roleplays apoiados por IA, simulando objeções reais e recebendo feedback sobre clareza, empatia e controle emocional.

Renato concordou: “O vendedor que vence é o que entende o porquê do não.” A escuta ativa e a validação emocional são o que transformam objeções em confiança.

Erros que custam o fechamento de uma venda

Quando Paulo pediu que listassem os erros mais caros, Renato foi direto:

O segundo erro: falar de preço cedo demais. “Quando o cliente reclama do valor no final, é porque não viu o valor antes. O erro não é de preço – é de narrativa.”

Gabriela completou com falhas estruturais: não mapear decisores e não envolver todas as camadas hierárquicas. “Às vezes o gerente está empolgado, mas o CEO nem sabe que há negociação. A venda morre porque o decisor não foi incluído.”

Outro erro comum é vender sem acreditar na oferta. Renato relatou que, na Creditas, alguns vendedores viam as taxas como altas sem perceber que o produto substituí dívidas de 20% ao mês por 3%.

E, entre as lições mais práticas, o trio reforçou:

“Fechado só conta quando há contrato assinado ou pagamento efetuado.”

Promessas por e-mail ou WhatsApp não entram no forecast – uma regra que mantém a precisão do pipeline e evita “vitórias fantasma”.

Preço, valor e contratos de alto valor

Um dos momentos mais ricos da conversa foi quando Paulo leu a dúvida de um espectador da empresa Evolução Metalúrgica, que tinha uma reunião importante à tarde: o cliente queria fechar, mas o preço era a barreira.

Renato respondeu de forma pragmática: “Antes da reunião, entenda por que o preço é alto. É falta de valor percebido ou é comparação com o concorrente?”.

Para ele, explicar a composição do preço é uma das técnicas mais poderosas de fechamento. “Mostre a margem, o risco da operação, o diferencial da sua entrega. Quando o cliente entende isso, o preço deixa de ser o foco.”

Gabi acrescentou que contratos grandes nascem de conversas pequenas. Em suas palavras: “Às vezes começa com um patrocínio em evento e vira uma estratégia de funil anual. O segredo é enxergar oportunidades adjacentes e construir o valor no processo.”

O consenso entre os três foi claro: valor percebido se constrói com clareza e confiança. O vendedor que acredita na solução e demonstra segurança transforma objeções de preço em portas abertas.

Vender é ajudar alguém a decidir melhor

Encerrando o episódio, os convidados deixaram mensagens diretas para quem quer fechar mais e melhor.

Gabriela Ehlert lembrou que vendas não são talento – são técnica e disciplina. “Use as ferramentas disponíveis, estude metodologias, aplique inteligência artificial nos seus processos. E acima de tudo, seja ambicioso.”

Renato Gonçalves reforçou a importância da reflexão contínua e autocrítica. “Venda consultiva é ouvir, aprender e ajustar. Conheça o produto, entenda o cliente e converta com confiança.”

Paulo Krieser encerrou com uma das frases mais compartilhadas do episódio:

“Fechar uma venda não é persuadir alguém. É ajudá-lo a tomar a melhor decisão.”

BÔNUS: Assista a íntegra do Episódio 17 do podcast Roda da Prospecção

Perguntas frequentes sobre fechamento de vendas

1. Como chegar aos decisores dentro das empresas?
Use ferramentas de inteligência comercial (como a Econodata) para mapear hierarquias e contatos. Construa rapport com influenciadores internos. Muitas vezes, eles são o caminho até o decisor.

2. Qual a frequência ideal de follow-up sem parecer insistente?
Depende do tipo de venda. Em operações enterprise, mantenha contatos espaçados e contextualizados. O ideal é deixar claro o próximo passo combinado e respeitar o timing do cliente.

3. Como gerar senso de urgência quando o cliente gosta da solução, mas adia a decisão?
Traga dados e consequências práticas da não decisão. Mostre o impacto financeiro de adiar o projeto. Segundo Gabi, “urgência se constrói com clareza de valor”.

4. E quando o cliente só quer “conhecer a solução”?
Ofereça provas de valor: demos, testes ou conteúdos aplicados ao contexto dele. Como lembrou Renato, “a curiosidade é a antecâmara do fechamento”.

5. O que fazer quando o cliente cita preço de concorrentes menores?
Valorize diferenciais tangíveis e explique a composição do preço. Se o produto é superior, mostre o porquê. Se for equivalente, decida estrategicamente se vale competir em preço.

6. Como lidar com leads que não respondem?
Evite o “vácuo infinito”. Reavalie o momento de compra e envie uma mensagem honesta, algo como: “Ainda faz sentido mantermos essa conversa?”. Esse gesto de respeito gera retorno.

luis rocha
Especialista em Marketing at  |  + posts

Teem mais de 20 anos de experiência em comunicação digital. Sua trajetória é marcada pela aplicação estratégica de Inbound Marketing, IA, Conteúdo e SEO.

Inclusive, isso rendeu o convite para se tornar um dos embaixadores da RD Station no Brasil. Já teve artigo publicado no blog da empresa e case de sucesso em conversões de landing pages.

Ao longo da carreira, suas campanhas de e-mail marketing ajudaram empresas do setor SaaS a faturarem mais de R$10 milhões.

Também colaborou com agências digitais de pequeno e médio porte na conquista de grandes contas, vencendo concorrências em projetos avaliados em mais de R$2 milhões.

Luis Rocha

Teem mais de 20 anos de experiência em comunicação digital. Sua trajetória é marcada pela aplicação estratégica de Inbound Marketing, IA, Conteúdo e SEO. Inclusive, isso rendeu o convite para se tornar um dos embaixadores da RD Station no Brasil. Já teve artigo publicado no blog da empresa e case de sucesso em conversões de landing pages. Ao longo da carreira, suas campanhas de e-mail marketing ajudaram empresas do setor SaaS a faturarem mais de R$10 milhões. Também colaborou com agências digitais de pequeno e médio porte na conquista de grandes contas, vencendo concorrências em projetos avaliados em mais de R$2 milhões.