No momento, você está visualizando Caged: Os setores que mais contrataram em 2025

Caged: Os setores que mais contrataram em 2025

Este é o segundo artigo da série especial da Econodata sobre o mercado de trabalho formal em 2025, construída a partir dos dados do Novo Caged.

Se no primeiro artigo mostramos como o emprego formal se reorganizou ao longo do ano, agora o foco é direto e acionável: quais setores puxaram as contratações em termos absolutos e o que isso sinaliza sobre demanda, orçamento e expansão no B2B.

Em um ano de ritmos diferentes (com pico de +431.995 vagas em fevereiro e queda de -618.164 em dezembro), nem todo setor cresceu do mesmo jeito. Para SDRs, BDRs e gestores de receita, essa diferença define onde faz sentido concentrar esforço em 2026.


Sumário

  1. Como esta análise foi construída
  2. Os setores com maior saldo positivo de empregos formais em 2025
  3. O que esses setores revelam sobre expansão real
  4. Sazonalidade: quando esses setores contrataram
  5. O que muda para prospecção e receita em 2026
  6. Cruzando dados do Caged com a inteligência comercial da Econodata
  7. Perguntas frequentes


Como esta análise foi construída

Esta análise considera o saldo acumulado de empregos formais em 2025, calculado como admissões menos desligamentos, agregados por seção da CNAE (classificação de atividade econômica utilizada pelo Novo Caged).

Fontes oficiais (MTE/PDET):

Importante: neste artigo, os “setores” aparecem no nível de seção CNAE (A, B, C…). Para o uso comercial, vale descer um nível e trabalhar com divisões e classes CNAE. Exemplo: dentro da Seção G (Comércio), as divisões mais conhecidas são 45 (veículos), 46 (atacado) e 47 (varejo).

Os setores com maior saldo positivo de empregos formais em 2025

Abaixo, o ranking dos setores com maior saldo de vagas no ano, com admissões, desligamentos e saldo líquido (ano fechado).

Seção CNAE Setor (descrição) Admissões (2025) Desligamentos (2025) Saldo (2025)
G Comércio; reparação de veículos automotores e motocicletas 6.204.392 5.970.593 +233.799
N Atividades administrativas e serviços complementares 4.683.891 4.481.876 +202.015
Q Saúde humana e serviços sociais 1.263.017 1.127.458 +135.559
C Indústrias de transformação 3.717.686 3.603.445 +114.241
H Transporte, armazenagem e correio 1.442.756 1.347.835 +94.921
F Construção 2.492.219 2.399.898 +92.321

Fonte: Novo Caged (consolidado 2025). Cálculo: soma dos saldos mensais por seção CNAE ao longo de 2025.

Por que isso é útil para prospecção?

Setores que contratam em volume e com saldo positivo tendem a sinalizar operação ativa, demanda recorrente e maior probabilidade de compra. E isso muda o jogo de SDR/BDR: você sai do “Brasil genérico” e entra em territórios com tração comprovada.

O que esses setores revelam sobre expansão real

Apesar de serem diferentes entre si, os líderes de contratação em 2025 compartilham características bem B2B:

  • Operação intensiva em pessoas (crescimento exige equipe);
  • Rotina comercial contínua (captação e giro são parte do modelo);
  • Pressão por produtividade (mais leads certos, menos desperdício);
  • Demanda por eficiência (processo, dados, cadência, controle).

Em termos práticos: são setores onde a conversa de valor (dados, foco, segmentação, redução de CAC comercial) tende a ter menos resistência inicial.

Sazonalidade: quando esses setores contrataram

Em 2025, o emprego formal teve uma dinâmica bem clara: pico no primeiro trimestre e um ajuste forte no encerramento do ano. No consolidado nacional, fevereiro registrou +431.995 vagas e dezembro caiu -618.164.

O que muda para prospecção e receita em 2026

Se você lidera receita, a leitura prática é:

  • Onde concentrar prospecção: setores com saldo positivo sustentado (como os líderes acima);
  • Onde há sinais de orçamento e demanda ativa: operação intensiva + contratação líquida;
  • Onde adaptar discurso: em setores mais pressionados, vender “expansão” é ruído — funciona melhor vender eficiência, priorização e redução de desperdício.

Cruzando dados do Caged com a inteligência comercial da Econodata

Na Econodata, o Caged entra como uma camada macroeconômica para priorização. O passo seguinte é transformar “setor quente” em lista acionável cruzando:

  • CNAE detalhado (divisão, grupo, classe e subclasse, quando aplicável);
  • Porte (faixa de funcionários e sinais de estrutura);
  • Localização (UF e recortes regionais);
  • Perfil de mercado (para montar ICPs mais homogêneos).

O resultado é sair do “setor genérico” e chegar a algo como: “CNAE 46 (atacado) + faixa de funcionários X + UF Y + empresas com perfil compatível com meu ticket”. Ou seja: menos lista inflada, mais conversa com quem tem cenário favorável para comprar.

Perguntas frequentes sobre setores que mais empregam no Brasil

Esses números são projeções?

Não. São valores consolidados a partir dos saldos mensais do Novo Caged em 2025, somados por seção CNAE.

Por que usar CNAE em vez de “rótulos”?

Porque CNAE permite segmentação operacional real. Para prospecção, isso evita misturar perfis de empresas diferentes dentro do mesmo “setor” genérico.

Setores que contrataram mais são sempre os melhores para vender?

Em geral, são bons territórios. Mas a oferta e o discurso precisam respeitar o momento (expansão x eficiência).

Como a sazonalidade muda a abordagem comercial?

Muda o timing: em períodos de ajuste (como dezembro), a empresa pode responder pior. Em períodos de tração (como o início do ano), a abertura tende a ser maior.

Faz sentido olhar só para o top 5?

Não necessariamente. O ideal é usar o top como “mapa” e depois identificar nichos dentro dessas seções com CNAE detalhado, porte e região.

Como transformar isso em ação no dia a dia?

Priorize setores líderes, desça para CNAE detalhado, crie listas por porte e UF e ajuste o discurso conforme o momento do setor.

luis rocha
Especialista em Marketing at  |  + posts

Teem mais de 20 anos de experiência em comunicação digital. Sua trajetória é marcada pela aplicação estratégica de Inbound Marketing, IA, Conteúdo e SEO.

Inclusive, isso rendeu o convite para se tornar um dos embaixadores da RD Station no Brasil. Já teve artigo publicado no blog da empresa e case de sucesso em conversões de landing pages.

Ao longo da carreira, suas campanhas de e-mail marketing ajudaram empresas do setor SaaS a faturarem mais de R$10 milhões.

Também colaborou com agências digitais de pequeno e médio porte na conquista de grandes contas, vencendo concorrências em projetos avaliados em mais de R$2 milhões.

Luis Rocha

Teem mais de 20 anos de experiência em comunicação digital. Sua trajetória é marcada pela aplicação estratégica de Inbound Marketing, IA, Conteúdo e SEO. Inclusive, isso rendeu o convite para se tornar um dos embaixadores da RD Station no Brasil. Já teve artigo publicado no blog da empresa e case de sucesso em conversões de landing pages. Ao longo da carreira, suas campanhas de e-mail marketing ajudaram empresas do setor SaaS a faturarem mais de R$10 milhões. Também colaborou com agências digitais de pequeno e médio porte na conquista de grandes contas, vencendo concorrências em projetos avaliados em mais de R$2 milhões.