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Caged: Emprego formal em 2025 por região e UF

Onde o Brasil mais contratou e como a geografia impacta a estratégia B2B

Este é o terceiro artigo da série especial da Econodata sobre os dados consolidados do Novo Caged em 2025.

No artigo anterior, mapeamos os setores com maior tração de contratações. Agora, aprofundamos a análise para uma variável crítica na definição de Território de Vendas e Go-to-Market: a geografia.

Em quais regiões e Unidades da Federação (UFs) o emprego formal apresentou crescimento real em 2025?

Embora o Brasil tenha encerrado o período com saldo positivo, a distribuição desse crescimento foi heterogênea. Para gestores comerciais e especialistas em inteligência de mercado, essa assimetria traz um insight valioso: a localização geográfica é um filtro determinante para a eficiência da prospecção B2B.


Sumário

  1. Metodologia e Fontes de Dados
  2. Panorama Regional: O Saldo de Empregos em 2025
  3. Ranking das UFs: Onde a Oportunidade Reside
  4. Sazonalidade e a Exceção do Nordeste
  5. Interpretação Econômica: Sinais de Solidez
  6. Guia Prático: Segmentação Geográfica na Prospecção
  7. Diferencial Econodata
  8. Perguntas Frequentes (FAQ)


1. Metodologia e Fontes de Dados

Esta análise fundamenta-se nos dados consolidados do Novo Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), sob gestão do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), referentes ao exercício fiscal completo de 2025.

Cálculo do Saldo Líquido:
Saldo = Total de Admissões – Total de Desligamentos (Acumulado Jan-Dez 2025)

Os dados foram agregados por Região e Unidade da Federação, garantindo a integridade estatística necessária para tomadas de decisão corporativas.

Fontes Oficiais Consultadas:

  • Novo Caged – Dezembro/2025: relatórios e sumários executivos oficiais. Os dados brutos podem ser consultados diretamente no Painel de Informações do Novo Caged.
  • Microdados RAIS e Caged (PDET): utilizados para validação cruzada.

Nota Técnica: os Microdados da RAIS (Relação Anual de Informações Sociais) representam o censo mais completo do mercado de trabalho formal brasileiro. Diferente do Caged, que monitora fluxos mensais, a RAIS oferece um retrato anual de estoque e vínculos, permitindo análises de alta granularidade sobre remuneração e estrutura ocupacional.


2. Panorama Regional: O Saldo de Empregos em 2025

A distribuição do saldo de empregos reflete a concentração da atividade econômica, mas também aponta para polos de desenvolvimento emergentes que demandam atenção das equipes de expansão de mercado.

Tabela 1 — Saldo Consolidado por Região (2025)

Região Admissões Desligamentos Saldo Líquido
Sudeste 11.717.483 11.307.847 +409.636
Nordeste 3.692.020 3.366.394 +325.626
Sul 5.341.795 5.155.279 +186.516
Centro-Oeste 2.585.385 2.434.483 +150.902
Norte 1.277.316 1.196.648 +80.668

Análise de Inteligência B2B

  1. Sudeste: mantém a liderança absoluta em volume, justificando sua posição como alvo primário para estratégias de escala.
  2. Nordeste: apresenta um saldo robusto (+325 mil), sinalizando um aquecimento econômico que transcende o eixo Sul-Sudeste. Para empresas que buscam mercados de baixa saturação competitiva, o Nordeste se consolida como um território estratégico em expansão.
  3. Sul e Centro-Oeste: demonstram consistência e estabilidade, fundamentais para manutenção de carteira (churn prevention) e estratégias de upsell.
  4. Norte: embora com menor volume absoluto, o saldo positivo indica nichos específicos de crescimento que devem ser monitorados para ações táticas localizadas.


3. Ranking das UFs: Onde a Oportunidade Reside

Ao granularizar os dados por estado, identificamos mercados-alvo prioritários que, por vezes, desafiam o senso comum da prospecção tradicional.

Tabela 2 — Top 12 UFs por Saldo Líquido (2025)

Posição UF Saldo 2025
São Paulo (SP) +316.833
Bahia (BA) +90.772
Paraná (PR) +80.587
Minas Gerais (MG) +78.609
Pernambuco (PE) +67.115
Santa Catarina (SC) +58.200
Distrito Federal (DF) +52.060
Ceará (CE) +48.323
Rio Grande do Sul (RS) +47.729
10º Goiás (GO) +47.317
11º Pará (PA) +32.726
12º Mato Grosso (MT) +31.627

Insights Estratégicos

  • Descentralização: a presença da Bahia (2º) e Pernambuco (5º) no Top 5 valida a tese de que a prospecção de alto valor não deve restringir-se a SP, RJ e MG.
  • Força do Agro e Serviços: o Centro-Oeste (DF, GO, MT) mostra relevância significativa, impulsionado pelo agronegócio de alta tecnologia e pelo setor de serviços na capital federal.
  • Volume vs. Oportunidade: SP lidera em volume, mas a saturação de mercado é elevada. Estados como PR e BA podem oferecer menor Custo de Aquisição de Clientes (CAC) devido à menor concorrência por share of wallet.


4. Sazonalidade e a Exceção do Nordeste

O comportamento temporal das contratações revela o melhor timing para abordagens comerciais. Em 2025, o padrão nacional seguiu um pico em fevereiro e ajuste em dezembro, mas houve uma divergência regional importante que impacta o planejamento de campanhas.

Picos e Retrações por Região

Região Melhor Mês Saldo Pior Mês Saldo
Sudeste Fev/2025 +196.458 Dez/2025 -307.009
Sul Fev/2025 +99.966 Dez/2025 -135.742
Centro-Oeste Fev/2025 +45.657 Dez/2025 -60.532
Norte Fev/2025 +20.766 Dez/2025 -31.473
Nordeste Set/2025 +72.347 Dez/2025 -59.734

Análise Técnica: por que o Nordeste tem pico em setembro?

Diferente das demais regiões, o pico de contratações no Nordeste em setembro não é uma anomalia estatística, mas um fator estrutural da economia local.

Este movimento é impulsionado, majoritariamente, pelo ciclo da safra da cana-de-açúcar (especialmente forte em estados como PE e AL) e pelo aquecimento antecipado do setor de turismo e serviços visando a alta temporada de final de ano.

Para a Inteligência Comercial, isso significa que o pipeline direcionado ao Nordeste deve ser intensificado no início do segundo semestre, alinhando-se ao aumento de liquidez e atividade econômica da região.


5. Interpretação Econômica: Sinais de Solidez

Os dados de emprego formal funcionam como um proxy confiável para a saúde financeira e operacional das empresas em determinada região.

  • Estados com Saldo Positivo Consistente: indicam empresas em fase de expansão de Capex (despesas de capital) e Opex (despesas operacionais). São leads com maior propensão à compra de novas tecnologias e expansão de infraestrutura.
  • Estados com Alta Volatilidade: exigem uma venda consultiva focada em eficiência, redução de custos e ROI de curto prazo.


6. Guia Prático: Segmentação Geográfica na Prospecção

Como operacionalizar esses dados para times de Pré-Vendas (SDR/BDR) e Vendas (Account Executives) visando maximizar os resultados em 2026?

Passo 1: Definição de Território Prioritário

Selecione 2 ou 3 UFs com base no saldo absoluto e na aderência ao seu Perfil de Cliente Ideal (ICP). Utilize os dados da Tabela 2 para equilibrar volume (ex: SP) com oportunidade de crescimento em mercados menos saturados (ex: BA ou PR).

Passo 2: Matriz Região x Setor

Cruze a geografia com os setores em alta (detalhados no Artigo 2 desta série).

  • Exemplo: Indústria de Transformação (CNAE C) no Paraná; Serviços (CNAE N) na Bahia.

Passo 3: Cruzamento de Filtros para Produtividade

O cruzamento estratégico de filtros, especificamente o código CNAE (atividade econômica) com o recorte geográfico, soluciona um gargalo crônico de produtividade no time de Pré-Vendas: a alocação de esforço em leads estagnados.

Ao filtrar empresas de um CNAE em expansão (ex: tecnologia) situadas em uma UF com saldo positivo de empregos (ex: SC), o SDR deixa de abordar empresas em retração ou falência técnica. Isso elimina o ruído da base e foca o tempo do vendedor em empresas com capacidade real de contratação e investimento. Na prática, esse refinamento aumenta a taxa de agendamento de reuniões e pode elevar a produtividade da prospecção em até 30%.

Passo 4: Adaptação do Pitch

  • Regiões em alta (set/out no Nordeste, fev/mar no Sudeste): foco em escala, inovação e suporte ao crescimento.
  • Regiões em baixa: foco em otimização de processos, automação e proteção de caixa.


7. Diferencial Econodata

A Econodata transforma a complexidade dos dados governamentais (Caged, RAIS, IBGE) em inteligência de mercado acionável. Nossa plataforma permite:

  1. Cruzamento de Dados Avançado: combine indicadores macroeconômicos com informações firmográficas precisas (CNAE, porte, localização).
  2. Assertividade na Segmentação: identifique empresas que apresentam sinais reais de crescimento estrutural e saúde financeira.
  3. Eficiência Operacional: construa listas de prospecção altamente segmentadas, alinhadas ao momento econômico de cada região, reduzindo o desperdício de recursos comerciais.

Não entregamos apenas dados; entregamos o caminho mais curto para o decisor certo.


8. Perguntas Frequentes (FAQ)

1. Estes dados são oficiais?

Sim, são dados consolidados do Novo Caged, abrangendo todo o ano fiscal de 2025.

2. O saldo regional isolado define a estratégia?

Não. Ele é um indicador direcional macro. A estratégia ideal deve cruzar Região + Setor + Porte da Empresa para obter precisão.

3. O que são os Microdados da RAIS mencionados?

A RAIS (Relação Anual de Informações Sociais) é um censo anual do mercado de trabalho que detalha vínculos empregatícios com maior profundidade que o Caged, servindo como base para análises estruturais de cargos, salários e senioridade.

4. Devo ignorar estados com saldos menores?

Não. Mercados menores muitas vezes possuem baixa saturação competitiva. A abordagem deve ser ajustada para a realidade local, visando liderança em nichos específicos.

5. A sazonalidade afeta a cadência de vendas?

Definitivamente. Entender que o Nordeste acelera em setembro e o Sudeste em fevereiro permite ajustar o timing das campanhas de outbound, melhorando as taxas de conversão.

6. Qual o próximo passo desta análise?

O próximo artigo da série abordará o impacto do porte das empresas (micro, pequenas, médias e grandes) na geração de empregos, refinando ainda mais a segmentação para o mercado B2B.


Conclusão

O crescimento do emprego formal em 2025 confirma que o mercado brasileiro está aquecido, porém de forma assimétrica. Enquanto São Paulo mantém o volume, estados como Bahia e Paraná mostram um dinamismo econômico que não pode ser ignorado por gestores atentos.

Para operações B2B de alta performance, a lição é clara: o crescimento tem CEP. Uma estratégia comercial inteligente utiliza a geografia não apenas como endereço, mas como um indicador vital de propensão de compra e maturidade de mercado.

luis rocha
Especialista em Marketing at  |  + posts

Teem mais de 20 anos de experiência em comunicação digital. Sua trajetória é marcada pela aplicação estratégica de Inbound Marketing, IA, Conteúdo e SEO.

Inclusive, isso rendeu o convite para se tornar um dos embaixadores da RD Station no Brasil. Já teve artigo publicado no blog da empresa e case de sucesso em conversões de landing pages.

Ao longo da carreira, suas campanhas de e-mail marketing ajudaram empresas do setor SaaS a faturarem mais de R$10 milhões.

Também colaborou com agências digitais de pequeno e médio porte na conquista de grandes contas, vencendo concorrências em projetos avaliados em mais de R$2 milhões.

Luis Rocha

Teem mais de 20 anos de experiência em comunicação digital. Sua trajetória é marcada pela aplicação estratégica de Inbound Marketing, IA, Conteúdo e SEO. Inclusive, isso rendeu o convite para se tornar um dos embaixadores da RD Station no Brasil. Já teve artigo publicado no blog da empresa e case de sucesso em conversões de landing pages. Ao longo da carreira, suas campanhas de e-mail marketing ajudaram empresas do setor SaaS a faturarem mais de R$10 milhões. Também colaborou com agências digitais de pequeno e médio porte na conquista de grandes contas, vencendo concorrências em projetos avaliados em mais de R$2 milhões.